Identidade

Professor atua como protagonista do ensinar e aprender.

Docência

Usando as Teorias da Aprendizagem para aprimorar a prática.

Cybercultura

Construção do saber coletivo
 

Conectivismo

quarta-feira, 25 de março de 2015

Em 2004, George Siemens publicou um artigo em que argumentava que as três principais teorias da aprendizagem (behaviorismo, cognitivismo e construtivismo) foram desenvolvidas em uma época na qual a tecnologia não tinha um impacto tão notório sobre aspectos muito diversos de nossa vida. Além disso, indicava que o contexto atual atribui um papel importante não só à tecnologia no processo de armazenamento de informação (e inclusive de aprendizagem), como também à aprendizagem informal e às organizações como entes que aprendem — aspectos que, de sua perspectiva, não são considerados pelas teorias de aprendizagem clássicas.

Com esse preâmbulo, Siemens apresenta o conectivismo como uma teoria alternativa que busca integrar os princípios de várias teorias de outras áreas. Da teoria do caos, para começar, depreende-se que a mudança rápida de um conjunto de condições de informações iniciais, e aparentemente não conectadas entre si, pode alterar a validade das conclusões e decisões tomadas por um indivíduo, o que torna crucial a habilidade de reconhecer o significado existente em padrões de mudança e de se adaptar a eles.

O termo “conectivismo” deve-se justamente à ênfase nas conexões, aspecto apresentado como diferenciador em relação ao behaviorismo, ao cognitivismo e ao construtivismo (cujas palavras-chave são o comportamento, a cognição e a construção, respectivamente). As conexões, junto com os nós, constituem redes nas quais ocorre a aprendizagem em três níveis diferentes.

O primeiro deles refere ao nível biológico, pois nosso cérebro é uma rede complexa de relações entre neurônios. Nesse nível, as conexões (chamadas de sinapses) são criadas e mantidas mediante processos eletroquímicos, gerando uma característica denominada neuroplasticidade, ou seja, a capacidade cerebral de moldar-se a si mesmo de modo permanente ao longo da vida. A aprendizagem, em seu sentido mais fundamental, é a formação de novas conexões neuronais.

Um segundo nível, chamado de conceitual, sugere que a profundidade da compreensão esteja relacionada à rede conceitual que cada aprendiz forma e ao grau de consistência das conexões entre ideias e conceitos em uma área disciplinar específica. Nesse nível, as conexões criam significado, e a habilidade de apreender novas informações depende da rede conceitual existente. As conexões formam-se naturalmente, através de processos de associação, em vez de ser construídas mediante uma ação deliberada. Uma vez que os métodos de representação da aprendizagem passam a ser importantes para tornar visível a rede existente, mecanismos como os mapas conceituais adquirem predominância.

O terceiro nível corresponde ao ambiente social externo de cada indivíduo. Nesse nível, as relações que mantemos com outras pessoas e com a informação externa são essenciais para ampliar nosso conhecimento. Por sua vez, as ferramentas tecnológicas atuais têm um papel crucial, na medida em que permitem o acesso potencial a uma rede muito mais ampla de pessoas e ideias. Essa rede externa, que articula meios, pessoas e ferramentas, através dos quais cada um de nós obtém, produz e gere a informação, é chamada de ambiente pessoal de aprendizagem.

Desde o seu surgimento, existe uma discussão vigente e inconclusa sobre o fato de o conectivismo constituir uma nova teoria da aprendizagem, pois, tal como para qualquer outra teoria, são necessários resultados de pesquisa que confirmem ou refutem sua validade. Por outro lado, diversos críticos assinalam que as ideias que propõem já estão incluídas nas teorias existentes — por exemplo, argumenta-se que a ênfase nas conexões não é um assunto novo na aprendizagem, mas que está na base da teoria sociocultural de Vygotsky e, posteriormente, na teoria da atividade. Isso levou a exercícios que explicitam as diferenças entre cada uma dessas teorias e que demonstram como elas se complementam, já que explicam tipos de aprendizagem diferentes.

Quando se considera que o conhecimento está distribuído em uma rede e que a aprendizagem depende da criação de conexões e diferentes níveis, decorre disso que todos os membros de uma rede de conhecimento conectivo estão em igualdade de condições quanto às suas possibilidades de interação. Isso obriga o docente a se reconhecer como um nó a mais da rede, em lugar de se ver como seu protagonista central, e a imaginar mecanismos mediante os quais possa exercer influência nela, em vez de pretender controlá-la, enquanto promove uma distribuição efetiva do papel docente na rede. Nesse sentido, trata-se de atribuir responsabilidade a todos os participantes sobre o próprio processo e o dos demais, além de cada indivíduo reconhecer-se como aprendiz permanente.

As ideias do conectivismo confrontam-nos com o enorme potencial que temos atualmente para cultivar redes pessoais de grande alcance e com a nossa responsabilidade sobre esse processo nos âmbitos pessoal e docente. As redes são a compreensão emergente de nosso tempo, e temos diante de nós o desafio de pensar em como tirar proveito desse novo olhar do mundo para responder aos grandes problemas do momento histórico em que nos encontramos. Essa é a tarefa que nos cabe.


Construtivismo


Inspirado nas idéias do suíço Jean Piaget (1896- 1980), o método procura instigar a curiosidade, já que o aluno é levado a encontrar as respostas a partir de seus próprios conhecimentos e de sua interação com a realidade e com os colegas.
Uma aluna de Piaget, Emilia Ferrero, ampliou a teoria para o campo da leitura e da escrita e concluiu que a criança pode se alfabetizar sozinha, desde que esteja em ambiente que estimule o contato com letras e textos.
O construtivismo propõe que o aluno participe ativamente do próprio aprendizado, mediante a experimentação, a pesquisa em grupo, o estimulo a dúvida e o desenvolvimento do raciocínio, entre outros procedimentos. A partir de sua ação, vai estabelecendo as propriedades dos objetos e construindo as características do mundo.
Noções como proporção, quantidade, causalidade, volume e outras, surgem da própria interação da criança com o meio em que vive. Vão sendo formados esquemas que lhe permitem agir sobre a realidade de um modo muito mais complexo do que podia fazer com seus reflexos iniciais, e sua conduta vai enriquecendo-se constantemente. Assim, constrói um mundo de objetos e de pessoas onde começa a ser capaz de fazer antecipações sobre o que irá acontecer.
O método enfatiza a importância do erro não como um tropeço, mas como um trampolim na rota da aprendizagem. A teoria condena a rigidez nos procedimentos de ensino, as avaliações padronizadas e a utilização de material didático demasiadamente estranho ao universo pessoal do aluno.
As disciplinas estão voltadas para a reflexão e auto-avaliação, portanto a escola não é considerada rígida.
Existem várias escolas utilizando este método. Mais do que uma linha pedagógica, o construtivismo é uma teoria psicológica que busca explicar como se modificam as estratégias de conhecimento do individuo no decorrer de sua vida.

Aprender a Aprender


VYGOTSKY X PIAGET: O PARADIGMA PSICOSSOCIAL NA EDUCAÇÃO

Lev Vygotsky, intelectual russo do século XIV, deixou à  psicologia o legado sobre a noção do desenvolvimento intelectual das crianças. Vigotsky elaborou uma teoria, sustentando que todo conhecimento é construído socialmente, no âmbito das relações humanas. Sua obra só começou a ser divulgada no Brasil nos anos 80, ao mesmo tempo em que a linha educacional construtivista se expandia.
Já para seu contemporâneo Jean Piaget, um epistemólogo suíço, todo desenvolvimento intelectual do sujeito parte individual, que utiliza suas estruturas intelectuais internas para fazer alterações no mundo. Instaura-se assim uma espécie de dilema: para se desenvolver, o sujeito parte do social para o individual ou do individual para o social?
Os dois teóricos concordam que há duas linhas de desenvolvimento: uma social e outra biológica e elas se fundem para formar o ser. De acordo com os estudos de Vygotsky, o sistema nervoso tem nele mesmo decodificado a proporção, a maneira e qual será seu nível de seu desenvolvimento. Logos interações sociais passam a ter papel importantíssimo na maturação desse sistema nervoso, entendendo que o sujeito só se constituirá na interação.
Piaget seguia uma linha Estruturalista, na qual entende-se que o indivíduo possui estruturas de conhecimento que o auxilia na sua relação com o universo. Enquanto que Vygotsky, cuja linha é Marxista, utiliza-se da gênese social do indivíduo para aperfeiçoar seu substrato biológico e interagir linguisticamente no universo.
Vigotsky e Piaget
https://blogdatacia.files.wordpress.com/2012/12/vigotsky-e-piaget.jpg?w=470
Para Vygotsky a linguagem é a base da consciência E também fundamento da interação humana.
Portanto, para Vygotsky a linguagem é a base da consciência e também fundamento da interação humana. Nos primeiros anos de vida de uma criança, a palavra é social na medida que se volta para o outro. À medida que vai se desenvolvendo, a criança vai interioriza e o pensamento sai da zona da espontaneidade e passa a ser racionalizado. Trocando em miúdos: a criança pensa e por meio do conjunto linguístico que ela se apropriou e passa a expressá-lo, isto é, o pensamento verbal.
Enquanto Piaget afirma que a criança possui seu desenvolvimento biológico,  Vygotsky diz o meio, a escola por exemplo, proporciona estímulo e desenvolve habilidades no sujeito que estavam para se desenvolver, contudo num estado embrionário e potencial. A função da escola é de articular os conhecimentos científicos com o conhecimento que a criança já tem: zona de desenvolvimento proximal
No método de Vygotsky, o ensino deve se antecipar ao que o aluno ainda não sabe nem é capaz de aprender sozinho. É a isso que se refere um de seus principais conceitos, o de “zona de desenvolvimento proximal”, que seria a distância entre o desenvolvimento real da criança e aquilo que ela tem potencial de aprender, ou entre “o ser e o tornar-se”. Parte-se do conhecimento cotidiano para se chegar à produção de conhecimento.

Behaviorismo

segunda-feira, 23 de março de 2015

O Behaviorismo  – do termo inglês behaviour ou do americano behavior, significando conduta, comportamento – é um conceito generalizado que engloba as mais paradoxais teorias sobre o comportamento, dentro da Psicologia. Estas linhas de pensamento só têm em comum o interesse por este tema e a certeza de que é possível criar uma ciência que o estude, pois suas concepções são as mais divergentes, inclusive no que diz respeito ao significado da palavra ‘comportamento’. Os ramos principais desta teoria são o Behaviorismo Metodológico e o Behaviorismo Radical.

Clique na imagem para ver mais sobre o Behaviorismo

Evolução da teoria da educação

domingo, 22 de março de 2015

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgj9wbLqnrDf1DCMh6sbiA4L_uypSjiQNmfnb-Ttj42O4estWHrb-Mkesa3nmBlfw7nI6yXCKliTJNJbvdp4U7HTUE52ioYyf8JVLBI6WZNPkHXesCMndpCzILJvy8IBg28bQTDzpGwWGo/s1600/Educacao.png
Os vários significados da educação trilharam um longo caminho através da história da humanidade. Aos estudiosos da educação interessa a discussão e a reflexão epistemológica desta, bem como do que a provocou, principalmente as causas relacionadas ao social, ao cultural e ao econômico.
A busca constante entre utopia e realidade é uma característica do ser humano e a construção do conhecimento tem se configurado pelo “fazer” cotidiano de épocas distintas, mesmo que esse às vezes seja desconsiderado pela “formalização culta” do pensamento (Sacristán, p. 1988).
A evolução histórica da teoria da educação sofreu várias mudanças, principalmente nos anos 70, quando a perspectiva ortodoxa foi muito criticada pelos filósofos. Estes a atacavam por suas suposições de caráter “confuso”, “vago” e “pseudoteórico” (Carr, 1996, p. 52). Com tais ataques, as mudanças se centraram em algumas modificações, não muito relevantes, como a eliminação daquelas características e a busca de respaldo em disciplinas acadêmicas, como filosofia, psicologia e sociologia, que, segundo acreditava-se, seriam fundamentais para a teoria da educação. Também ocorreram modificações na reorganização dos departamentos e na reestruturação das disciplinas, sustentadas por novas revistas e sociedades acadêmicas que os defendiam.
Fonte: http://www.infoescola.com/wp-content/uploads/2011/08/teorias-educacao-450x372.jpg
No senso comum, o distanciamento entre a teoria e a prática é analisado como originário das ações e ocupações das pessoas em seus labores; ou seja, os teóricos fazem a teoria e os práticos, a prática em seus contextos laborais. Assim, na educação, a teoria seria aquela produzida na universidade, nas agências de pesquisa ou nos centros de formação de professores. Já a prática da educação estaria sendo desenvolvida nos centros escolares não-universitários, pelos professores ali estabelecidos.
Nesta visão há uma limitação entre o conhecimento e a ação educativa, intensificada pela divisão social do trabalho, pela interrelação e mesmo pela confrontação entre as instituições educativas, as agências de pesquisas e os profissionais da educação.

Fonte: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/76/2672

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