Os vários significados da educação trilharam um longo caminho através da história da humanidade. Aos estudiosos da educação interessa a discussão e a reflexão epistemológica desta, bem como do que a provocou, principalmente as causas relacionadas ao social, ao cultural e ao econômico.
A busca constante entre utopia e realidade é uma característica do ser humano e a construção do conhecimento tem se configurado pelo “fazer” cotidiano de épocas distintas, mesmo que esse às vezes seja desconsiderado pela “formalização culta” do pensamento (Sacristán, p. 1988).
A evolução histórica da teoria da educação sofreu várias mudanças, principalmente nos anos 70, quando a perspectiva ortodoxa foi muito criticada pelos filósofos. Estes a atacavam por suas suposições de caráter “confuso”, “vago” e “pseudoteórico” (Carr, 1996, p. 52). Com tais ataques, as mudanças se centraram em algumas modificações, não muito relevantes, como a eliminação daquelas características e a busca de respaldo em disciplinas acadêmicas, como filosofia, psicologia e sociologia, que, segundo acreditava-se, seriam fundamentais para a teoria da educação. Também ocorreram modificações na reorganização dos departamentos e na reestruturação das disciplinas, sustentadas por novas revistas e sociedades acadêmicas que os defendiam.
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No senso comum, o distanciamento entre a teoria e a prática é analisado como originário das ações e ocupações das pessoas em seus labores; ou seja, os teóricos fazem a teoria e os práticos, a prática em seus contextos laborais. Assim, na educação, a teoria seria aquela produzida na universidade, nas agências de pesquisa ou nos centros de formação de professores. Já a prática da educação estaria sendo desenvolvida nos centros escolares não-universitários, pelos professores ali estabelecidos.
Nesta visão há uma limitação entre o conhecimento e a ação educativa, intensificada pela divisão social do trabalho, pela interrelação e mesmo pela confrontação entre as instituições educativas, as agências de pesquisas e os profissionais da educação.
Fonte: http://www.revistas.ufg.br/index.php/fef/article/view/76/2672

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